segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

o sopro

(o sopro do Espírito Santo, que é o nosso Consolador, nos tempos tão difíceis em que estamos vivendo hoje. Os sinais estão por todos os lados)

a vida não começa na terra
nem termina no mar
o nosso horizonte distante
não está nem mesmo no céu azul

os nossos desertos findam
e os nossos caminhos também
porque não somos daqui
ninguém vai ficar aqui
não somos sementes frutiferas
que precisam da terra e da água

o que nos prende aqui é o sopro

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Os dias da criação

Deus criou os céus e a terra.

Como a terra era sem forma e vazia;
e havia trevas, disse Deus:
Haja luz. E houve luz.
Chamando à luz de dia e às trevas de noite.
Foi a tarde e a manhã.
Assim foi o primeiro dia da criação.

No segundo dia, Deus separou as águas.
Fez, pois, Deus o firmamento separando
as que estava debaixo do firmamento.

Produza a terra relva, ervas e sementes.
Isso Deus viu que era bom.
Era tarde e a manhã, do terceiro dia.

No quarto dia, Deus fez dois luminares
para separar no firmamento a noite e o dia.
Para que sejam sinais para estações,
para os dias e os anos.

Criou, pois, Deus os cardumes de seres vivente,
os que voam acima da terra e
abaixo do firmamento do céu.
Tudo isso no quinto dia da criação.

E no sexto dia, todos os animais da terra,
todas aves do céu a todo ser vivente
que se arrasta sobre a terra.
E para completar a sua criação,
formou Deus o homem do pó da terra
e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida

Vendo Deus que toda a sua obra havia completado.
No sétimo dia, descansou.


sábado, 4 de novembro de 2017

não está aqui

ainda estou cheiode velhas ideias sobre
quem é o dono do mundo.

ainda assisto na arena
gladiadores armados até os dentes
lutando contra santos e pecadores
os lideres que se levantam hoje
ainda carregam o perfil egípcio
erguem deuses sombrios e solenes de pedras.

ainda enxergo quase metade da cidade
construída sobre cores, vícios e rotinas
ruas mapeadas por distantes satélites
onde trafegam cães, nanicos e ladrões
danças, alegorias e corpos quase nus.

o dono do mundo não está na América
nem no rabo dos foguetes coreanos.

Só sei que Ele ainda não está aqui.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Ficai atentos


“Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.” (2 Coríntios 4,18)


Paulo era um missionário estrategista. Ele escolhia as cidades para as quais se dirigia com muito critério e cuidado. Corinto era uma das maiores e mais importantes cidades do mundo como também era Roma, Éfeso e Alexandria. Por isso, ele permaneceu dezoito meses nessa cidade.

Corinto era uma cidade grega, de grande importância. Ela ficava bem próxima de Atenas, a grande capital da Grécia, e a capital intelectual do mundo. Corinto era uma cidade banhada por dois mares, o mar Egeu e o mar Jônico. Em Corinto ficava um dos mais importantes portos da época, o ponto de Cencréia. A maior parte do comércio entre o Oriente e o Ocidente do Mediterrâneo optava por passar por Corinto. Também era uma cidade florescente com respeito à cultura.

A cidade fora destruída e totalmente arrasada pelos romanos no ano de 146 a.C. e somente por volta do ano 46 a.C. é que César Augusto a reconstruiu. Quando Paulo chegou a Corinto, ela já era uma cidade nova. Paulo entendeu que o florescimento da cidade favorecia a semeadura do evangelho e o caminho aberto para a plantação de uma nova igreja.

Embora Corinto fosse uma cidade acentuadamente intelectual, era ao mesmo tempo profundamente depravada moralmente. Talvez, Corinto tenha ganhado a fama de ser uma das cidades mais depravadas da história antiga. A palavra korinthiazesthai, viver como um coríntio, chegou a ser parte do idioma grego, e significava viver bêbado e na corrupção moral.

Corinto era uma cidade com muitos deuses e muitos ídolos. Até hoje, quando se visita Corinto, pode se visualizar enormes estátuas e monumentos que foram dedicados aos deuses. Paulo entendeu que estavam precisando do Deus verdadeiro

O significado da palavra coríntio, no dicionário da língua portuguesa: ARQUITETURA diz-se de uma das três ordens da arquitetura grega, caracterizada por uma coluna com base, fuste com caneluras, e capitel com duas filas de folhas de acanto estilizadas.

O que a palavra de hoje quer nos chamar a atenção e está dizendo é que devemos ficar atentos, vigilantes, prestar atenção para o que realmente é importante, imprescindível e que vai ficar permanente, era isso que o apóstolo Paulo estava dizendo aos cidadãos de Coríntio, assim como essa cidade, um dia deixou de existir, pode realmente voltar a desaparecer novamente. Tudo que estamos vendo ao nosso redor, daqui a pouco tempo, só o teste de carbono vai poder comprovar que existiu e há quanto tempo existiu. O que foi moldado na terra vai ficar aqui mesmo. Agora o que veio do alto, com certeza, vai voltar de onde veio, que é o alto. O céu dos céus.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Ele nos conhece


 Naquele tempo, Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. Jesus disse: “Tu crês porque te disse: “Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. (João,1,47-51)

Deus fala sempre. Somos nós que temos dificuldades de entender a sua mensagem. O modo como ele nos fala nem sempre é como esperamos. A certeza é que ele nos conhece, mais do que nós mesmos, e sabe qual o caminho que devemos seguir.

domingo, 27 de março de 2016

Simplesmente

O amor se basta.
Não precisa de idiomas nem de palavras.
Não precisa de gestos nem de profecias.

O amor é simplesmente plenitude.
Sempre esteve no começo de tudo.


(“Nem muitas águas conseguem apagar o amor; os rios não conseguem levá-lo na correnteza. Se alguém oferecesse todas as riquezas da sua casa para adquirir o amor, seria totalmente desprezado.”) Cânticos 8.7

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

As cartas de Paulo


O apóstolo Paulo deixou um acervo muito grande de cartas para a igreja. Foram 14 num período de 14 anos de vida pública. Seu estilo é bem formal como era o costume da própria época. Perguntas e respostas, apresentação, saudações iniciais, corpo da carta com a primeira parte dogmática e a segunda moral.

A ordem que está na bíblia não é cronológica, mas, pelo tamanho dos textos. A cronologia mais aceitável é essa, onde escreveu e quando:

Na 1ª viagem missionária não escreveu nenhuma carta.

- Na 2ª e 3ª viagem missionária (51 – 58 dC)
- 1ª e 2ª aos Tessalonicenses, em Corinto (52-54)
- 1ª aos Coríntios, em Éfeso (57)
- 2ª aos Coríntios, em Filipos (57)
- aos Gálatas e aos Romanos, em Corinto. (57)

No fim do seu 1º cativeiro (Roma 62)
- aos Filipenses, aos Éfesos, aos Colosssenses e a Filémon.

Entre o 1º e 2º cativeiro (63-65)
- aos Hebreus, na Itália (63 ou 64)
- 1ª a Timóteo, na Macedônia (64 ou 65)
- a Tito, na Macedônia. (64 ou 65)

Durante o seu último cativeiro
2ª a Timóteo, em Roma. (66)